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Bó Passiá

Catraca, freio, seliiiiiiim, trimtrim! “Olhaí o tomate” Vruuum Tic tac

Que tal uma pedalada sonora em busca de sombra como direito(s) às cidades? E se formos rumo a um “predinho”, inventando modos de habitar a cidade?
 

#PedaladasSonoras

Um trajeto de bicicleta pode ser apenas uma forma de ir de um ponto a outro da cidade… E pode ser muito além disso. Você já tentou perceber quantos sons te cercam numa pedalada, quantos sons você faz, por quantas sombras você passa - e almeja -, e que estruturas existem?

É hora de procurar algum objeto, alguma gambiarra para amarrar no pedal, no guidão, ou colocar entre o raio da roda e sair com a gente fazendo uma sinfonia itinerante pela cidade. Vamos nessa aventura?
 

+Referências: 

https://ciclosfera.com/a/johnnyrandom-sonidos-musica-bicicleta

https://vimeo.com/83958475

 

#DireitoàSombra

Cotidianamente, na rua, temos e criamos táticas de driblar o sol e a quentura: quando caminhamos, paramos para conversar ou namoramos por aí. É assim que entendemos o valor de um poste, um chapéu, uma árvore na calçada.

Vamos carregar plantas nas nossas bicicletas e espalhá-las por aí? Quem sabe assim a gente aumenta a quantidade de sombra na cidade.

 

#PorAmorÀsCidades

Predinho é um edifício inconcluso, abandonado como tantos outros, que ostenta na sua carcaça de ferro e concreto, a beleza triste de uma ruína com vista para o mar. Ocupá-lo de desejos poéticos é um exercício de amor às cidades.


 

 

Bó Passiá - Convite.jpg
Bó Passiá Predinho V.jpg
Bó Passiá  Predinho II
Bó Passiá - Pedaladas Sonoras II
Bó Passiá - Pedaladas Sonoras
Bó Passiá Predinho VI
Bó Passiá  Predinho IV
Bó Passiá - Predinho I
 Bó Passiá Predinho III
Bó Passiá - Predinho
Bó Passiá - Pedaladas Sonoras I
Bó Passiá - Pedaladas Sonoras III

João Miguel nos contextualiza sobre o Bó Passiá e a origem do desejo de juntar três projetos num só.

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“Há pouco mais de um mês aconteceu uma atividade de aproximação de desejos de estar na rua em movimento, com bicicletas, plantas, objetos sonoros e objetos fazedores de sombra. Era o Bó Passiá, evento que aconteceu em 24 de janeiro de 2015, organizado por participantes da pesquisa Arte|Espaço Comum|IntenCidades. 

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Garrafa pet acoplada ao aro do pneu traseiro, para produzir sons durante as pedaladas; carta de baralho presa aos metais do aro com pregador de roupa; vaso de planta amarrado a uma das pontas do guidão e uma outra amarração na lateral, “colando” o vaso à barra da bicicleta; câmera de filmar acoplada a um capacete; e um celular preso ao guidão com um elástico para captar sons. Tudo pronto? Partimos. (Mas no meio do caminho algumas gambiarras pediram reforço ou quiseram ficar pelas ruas mesmo, como a carta e o pregador acoplados ao pneu da minha bicicleta…)

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No ‘predinho’, ponto de chegada do Bó Passiá e local de pesquisa da Aline, estávamos tomando temporariamente, de forma coletiva, um espaço abandonado da cidade-progresso-que-quer-crescer. Estávamos no topo, e o teto era o céu azul da tarde. Foi nesse espaço privado abandonado, momentaneamente coletivizado, que deixei os dois vasos de planta (dessas que crescem e vão caindo). Entre movimentos e permanências, gambiarras de sons, plantas e sombras, espaços públicos, privados e íntimos, o Bó Passiá foi momento de coletivizar desejos e ações de interferir na cidade.”

 

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Os relatos do Bó Passiá escritos por Aline, Rafaela e João Miguel podem ser acessados no link: https://pesquisaintencidades.tumblr.com/page/4

 

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