ConversAções

#com Arte Urbana
setembro/2019

Com instigações feitas por Deisimer Gorczevski o ConversAções trará xs pesquisadores Alíria Duarte, Bruno Spote (Servilost) e Ceci Shiki.

Descobertas, errâncias, relações entre a cidade de Fortaleza e a arte Urbana, processos criativos e questionamentos políticos sobre arte serão os principais temas desse encontro, mas claro, que outras questões serão abordadas, afinal o que é uma boa conversa sem delongas não planejadas?

A prosa foi um momento de partilha de experiências|e experimentações acerca do caminhar e do reconhecimento do vivenciar com a cidade enquanto prática artística. 

Esta edição foi realizada pelo Laboratório Artes e Micropolíticas Urbanas (LAMUR), a Associação dos Moradores do Titanzinho, o Coletivo AudioVisual do Titanzinho e o Cine Ser Ver Luz

Para conhecer mais os convidados e suas proposições, acesse o link: http://bit.ly/comarteurbana

Servilost

Formado por jovens artistas moradores da comunidade do Serviluz, começou como um grupo de grafiteiros com o intuito de propor a arte do graffiti para afirmar a potência do bairro em que moram. Da junção de jovens de outras áreas, como breakdance, surfe, educação ambiental, fotografia, audiovisual e produção cultural, foram compondo o que, hoje, configura-se como coletivo. O Servilost (Serviluz + lost) se denomina como “Comunidade Perdida” e tem diversas intervenções artísticas e ações ambientais. O Farol do Mucuripe, por exemplo, é palco de uma ação ambiental de limpeza junto com os moradores, além de possuir uma das intervenções artísticas do grupo. Outras ações, organizações e parceria também são desenvolvidas pelo Servilost como Sarau Cultural, Farol Roots, Serviluz Mó Limpeza, Limpando o Mundo, Cine Ser Ver Luz e Mostras AudioVisuais e RODABike.

"Caminhar entre fronteiras: percursos singulares e coletivos com o Serviluz"

 

Ceci Shiki

Desenhista urbana, artista visual formada pelo IFCE e Mestra em Artes pela UFC. É também membro do antigo/novo Selo Coletivo, grupo de mulheres artistas que percorrem cidades desenvolvendo novas paisagens estéticas a partir de estêncil, graffiti e diversas formas subjetivas de expressar arte. Sua pesquisa propõe tornar visível e tensionar as linhas que produzem fronteiras presentes na experiência de quem vive o Serviluz, localizado na região leste de Fortaleza. Conversado, vivendo com a história e o presente do bairro essa pesquisa é um convite para os artistas, pesquisadores, moradores e coletivos locais, especialmente o Servilost, de “caminhar com” as coletividades sensíveis que se contaminam, (re)inventam e resistem à uma cidade que se faz a cada dia mais fragmentada.

Pesquisadorxs convidades:
 

Mapear é preciso: arte urbana, relações de poder e o festival concreto na cidade de

Fortaleza

 

Alíria Duarte

Errante das ruas de Fortaleza, admiradora da rotina e dos pormenores urbanos como prática artística. Formada em Letras pela UECE e Mestre em Artes pela UFC, acredita nos percursos errantes enquanto formas de viver e sentir arte. Compreende a arte urbana como testemunho de cenários contrastantes entre locais “dentro” e “fora” do mapa urbano. Apresenta uma pesquisa que usa o Festival Concreto (Festival Internacional de Arte Urbana) como processo da pesquisa, um exercício de mapeamento situando locais de visibilidade e abandono, contrapondo a atuação do Festival, a atuação artística independente e de onde o poder público e privado são mais presentes. Com uma leitura sobre as políticas culturais, políticas públicas, o sistema de arte e todas as demais áreas sociais, propõe-se pensar a lógica de mercado e sua relação com a cidade, a arte urbana e a política.

“Esse corpo de lama que tu ve é apenas a imagem que sou”

 

Bruno Spote

Artista visual, desenhista, grafiteiro, com forte ligação com a rua e o caminhar. Gosta de se envolver com os locais e criar novas formas de interagir com a rua através de suas obras. Além de graduando em Artes Visuais pelo IFCE, Spote é membro dos coletivos Servilost, NK crew e outros grupos e coletivos voltados para a arte urbana. Tendo 20 anos de atuação no graffiti, já participou de eventos como encontro nordestino, Mega Mural, Encontro Só Letras, Sesc Cariri, Além da Rua, Maloca Dragão, Festival Concreto, Bienal do Graffiti e Semana do Graffiti em Fortaleza, além de exposições coletivas e projetos de arte urbana e educação ambiental no Serviluz das Artes e Eco Painéis que encantam. Com grande curiosidade por técnicas como aquarela, xilogravura, ilustração, estêncil, paisagismo, lambe-lambe dentre outras, tem um trabalho facilmente identificado por sua estética, personagens e letras bem característicos. Para ele estar na rua é se envolver com o local par a que a obra possa dialogar melhor com o espaço urbano.

Instigadora do ConversAções com Arte Urbana

 

Deisimer Gorczevski

Professora e Pesquisadora, atualmente, coordenando o Programa de Pós-Graduação em Artes - PPGARTES e o Laboratório Artes e Micropolíticas Urbanas - LAMUR | UFC. Deisimer, além de ter a grande capacidade de traçar encontros, será a instigadora do ConversAções do dia 28 na Praça Tiago Dias, no Titantizinho, e sempre instiga pesquisas com a cidade e formas de olhar o caminhar, sempre incentivando o “errar” e o perder-se como prática artística. Realiza estudos nas áreas das artes e da comunicação com ênfase nos temas: criação|invenção e produção de subjetividade, metodologias de pesquisa em artes, filosofia e ciências, processos artísticos coletivos e colaborativos; intervenções urbanas e audiovisuais, micropolíticas e políticas públicas. Atualmente coordena as pesquisas Fortalezas Sensíveis, Cinema In(ter)venção - Cine Ser Ver Luz com interesses de criar e acompanhar intervenções urbanas e audiovisuais nas ruas, praças, no farol e na Associação dos Moradores do Titanzinho,no bairro Serviluz, ampliando as escutas e análises de como os moradores vivem, convivem e resistem ao descaso do poder público e às constantes ameaças das políticas de remoção.

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